segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Olá Doka,

Em nome da liberdade de expressao, peço te o favor de publicar este texto que se segue. Muito Obrigado.

Olá Aly,
 
A qualidade de um verdadeiro homem “visionário” começa na sua capacidade a cultivar a humildade e a interiorizar o conceito do “Respeito” para com os seus semelhantes. Infelizmente, Aly tu fazes parte de uma geração (a de blogueiros) que perdeu completamente com o rumo. A geração a que tu pertences floresceu na indústria de insultos, menosprezos e intrigas, esses derivados resultaram do maré de frustração enraizada. Todos esses vícios não levam ao cimeiro de grandes jornalistas. 

Um bom jornalista não tem tempo para insultos pelo contrário utiliza a sua inteligência e  o seu profissionalismo na construção de informação util para o bem-estar da comunidade humana.

A défice gritante de respeito que caracteriza a tua geração de blogueiros está lançando base para a invenção de um novo género jornalístico, INSULTOS, ao serviço de causas de ódio, vingança e desvalorização no nosso país.   É triste constatar cada dia que passa no nosso país, nas relações entre os filhos da mesma terra, a autêtica inversão de pirâmide de valores associada à ausência de uma cultura de debates sem insultos com base em respeito pela diferença. Aly fazes parte desses homens que acham que são melhores sem terem feito algo de extraordinário para o país. 

Um jornalista tem que ser modelo para a sociedade e ser porta-voz dos que a voz não têm, mas sempre com base no RESPEITO  pela diferença de opiniões. O recurso aos insultos é uma pura manifestação de incompetência e de cobardia. A nossa Guiné-Bissau não precisa de peritos em insultos, desinformação e arrogância. O que o nosso precisa tanto hoje é debates construtivos em espaços plurais, aproveitando todas as vantagens das novas tecnologias de informação e comunicação, em prol da afirmação de uma opinião pública consciente. Mas sem lugar para insultos.
Aly
É hora de reconsiderar a tua forma simplista de ver as coisas. Deixe de te enganar. Na Guiné-Bissau, tu não fazes parte dos melhores.  Podes vir a ser no dia em que saberá respeitar os outros independentemente dos estatutos que têm. 

Ter um blog, nã faz de ti melhor jornalista e muito menos melhor filho desta terra. Senão todos os proprietários das várias rádias privadas no país (até com maior audiência no seio dos guineenses) seriam apelidados de melhores filhos da Guiné-Bissau. Existem pessoas anónimas (Médicos, Professores, Agricultores, etc…), com obras de maior relevância e essas pessoas não se autoproclam de serem melhores. 

Existem nossos compatiotas que em exercício das suas profissões foram distinguidos com prémios internacionais, mas nunca fizeram desse reconhecimento o motivo de superioridade alguma.

Para terminar gostaria de te deixar isto: O nosso país já perdeu muito com a cultura de arrogância e de “Eu sei tudo” ou ainda “Sou melhor”. É a hora de mudarmos o paradígma. Os diferendos sempre existirão. A melhor forma de resolvê-los é com diálogo, críticas construtivas e honestas sem o uso de insultos!

Nunca é tarde mudar para o bem. Basta ter a capacidade de derrotar o orgulho nefasto, alimentado na ilusão e por vezes no complexo de superioridade!

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